Escola chinesa causa indignação com isenção de responsabilidade por suicídio em meio ao aumento das taxas de suicídio entre jovens

Por
H Hao
4 min de leitura

Declaração polêmica de escola causa indignação em meio ao aumento das taxas de suicídio entre jovens na China

Em um incidente chocante que chamou a atenção nacional, a Escola Média Shuizhai, no Condado de Wuhua, Cidade de Meizhou, Província de Guangdong, obrigou seus alunos a assinarem uma polêmica "Carta de Compromisso" durante uma reunião temática "Valorize a Vida" em 23 de dezembro de 2024. Este documento afirmava explicitamente que, em caso de automutilação ou suicídio, a escola não seria responsabilizada. O compromisso dizia:

"Se eu me envolver em automutilação ou comportamento suicida, isso não tem relação com a escola. Nem eu, nem meus pais ou responsáveis ​​exigiremos quaisquer perdas ou compensações da escola ou de seus funcionários por qualquer motivo, nem vamos interromper a ordem normal de ensino da escola."

A determinação da escola em obter tais declarações gerou uma forte reação negativa nas plataformas de mídia social e entre pais, educadores e defensores da saúde mental. Os críticos argumentam que essa atitude reflete uma preocupante desconsideração pelo bem-estar dos alunos e uma tentativa de evitar responsabilidades legais em meio ao aumento das taxas de suicídio entre jovens na China.

Em resposta à crescente indignação, o Escritório de Educação do Condado de Wuhua emitiu uma declaração em 25 de dezembro de 2024, condenando as ações da escola. O escritório determinou a imediata retratação e invalidação das cartas de compromisso assinadas, convocou reuniões com administradores escolares para medidas disciplinares e exigiu que a escola fornecesse explicações abrangentes tanto aos alunos quanto às suas famílias. Além disso, o escritório prometeu melhorar a supervisão e orientar as escolas na adoção de medidas mais apropriadas e de apoio à saúde mental dos alunos.

Principais pontos

  • Carta de Compromisso polêmica: A Escola Média Shuizhai exigiu que os alunos assinassem uma declaração isentando a escola de responsabilidade em casos de automutilação ou suicídio.

  • Reação pública: As ações da escola foram amplamente condenadas, gerando debates nas redes sociais e entre os responsáveis pela educação sobre o bem-estar dos alunos e a responsabilidade institucional.

  • Resposta da autoridade educacional: O Escritório de Educação do Condado de Wuhua invalidou rapidamente as cartas de compromisso, repreendeu a escola e enfatizou a necessidade de sistemas adequados de apoio à saúde mental.

  • Crescimento das taxas de suicídio entre jovens: Este incidente ocorre em meio ao aumento das taxas de suicídio entre jovens chineses, destacando preocupações urgentes sobre a saúde mental dos alunos e as pressões que enfrentam.

Análise aprofundada

O incidente da Escola Média Shuizhai destaca uma tendência significativa e preocupante no sistema educacional chinês: o tratamento inadequado de questões de saúde mental de alunos em meio a pressões acadêmicas intensas. De acordo com dados recentes, embora a taxa geral de suicídio na China tenha diminuído de 10,8 por 100.000 em 2010 para 5,25 em 2021, as taxas de suicídio entre grupos demográficos mais jovens — especificamente crianças de 5 a 14 anos e adolescentes de 15 a 24 anos — aumentaram aproximadamente 10% e 20% ao ano, respectivamente, de 2017 a 2021.

Implicações legais:

Sob o Código Civil da China, particularmente os artigos 506 e 1200, qualquer tentativa de instituições de se isentarem de responsabilidade em casos de danos pessoais é considerada inválida. Especialistas jurídicos enfatizaram que a carta de compromisso da Escola Média Shuizhai não tem peso legal e pode, de fato, sugerir uma atitude negligente em relação ao bem-estar dos alunos. As escolas são obrigadas a fornecer um ambiente seguro e de apoio, e a falha em fazê-lo pode resultar em repercussões legais.

Ambiente educacional:

A pressão do sistema educacional altamente competitivo da China, culminando em exames cruciais como o Gaokao, contribui significativamente para a tensão mental experimentada pelos alunos. A falta de serviços adequados de apoio psicológico nas escolas exacerba esse problema, deixando os alunos vulneráveis e sem os recursos necessários para lidar com o estresse e os desafios de saúde mental.

Sentimento público:

A reação do público reflete uma profunda preocupação com o bem-estar dos alunos e uma demanda por práticas educacionais mais compassivas e responsáveis. Embora alguns apoiadores das ações da escola possam argumentar que isso destaca a importância da educação para a vida, o consenso esmagador é que tais medidas são equivocadas e potencialmente prejudiciais.

Desafios sistêmicos:

Este evento destaca questões sistêmicas mais amplas, incluindo treinamento insuficiente para administradores escolares em questões de saúde mental, um estigma cultural em torno da saúde mental que impede o diálogo aberto e a necessidade de reformas abrangentes em como as escolas abordam e apoiam a saúde mental dos alunos.

Você sabia?

  • Alta prevalência de depressão: O Livro Azul Nacional da Depressão de 2022 revelou que 50% dos casos de depressão na China estão entre os alunos, indicando uma necessidade crítica de recursos de saúde mental em instituições educacionais.

  • Pressão acadêmica: Os alunos chineses costumam enfrentar uma pressão imensa devido à natureza competitiva do sistema educacional, com exames de alto risco determinando suas trajetórias acadêmicas e profissionais.

  • Estrutura legal: O Código Civil da China afirma explicitamente que qualquer cláusula que tente renunciar à responsabilidade por danos pessoais é inválida, reforçando a responsabilidade das instituições de proteger os indivíduos sob seus cuidados.

  • Resposta do governo: Nos últimos anos, as autoridades educacionais chinesas têm se concentrado cada vez mais na saúde mental, implementando políticas voltadas para reduzir o estresse acadêmico e promover o bem-estar psicológico dos alunos.

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