
A Relutância de Trump em Defender a Ucrânia Significa um Desastre para o Futuro de Taiwan
Lições da Ucrânia para Taiwan: A Posição de Trump e a Dura Realidade do Apoio dos EUA
Como a Guerra na Ucrânia Expõe as Vulnerabilidades Estratégicas de Taiwan Sob uma Presidência de Trump
A guerra na Ucrânia tem sido um teste real para a política externa dos EUA. Mas para Taiwan, a pergunta mais importante é: O que acontece se uma crise parecida acontecer no Estreito de Taiwan sob um segundo governo Trump?
A doutrina "América Primeiro" de Donald Trump já mudou as alianças globais. A posição dele sobre a Ucrânia tem sido clara – sem cheques em branco, sem compromissos militares sem fim e uma falta de vontade de enfrentar a Rússia diretamente. Se esses princípios valerem para Taiwan, as consequências são grandes.
As lições da Ucrânia dão a Taiwan um plano para sobreviver. Mas será que Taiwan vai se adaptar antes que seja tarde demais?
1. A Falta de Vontade de Trump de Entrar em Conflito Direto: Um Alerta para Taiwan
Trump deixou claro que ele coloca os interesses dos EUA acima de envolvimentos estrangeiros. A posição dele sobre a Ucrânia mostra isso:
- Ele tem criticado o excesso de ajuda militar à Ucrânia, dizendo que é um desperdício de recursos dos EUA.
- Ele tem incentivado os aliados europeus a assumirem mais responsabilidade, mostrando que os EUA não querem intervir diretamente.
- Ele tem se recusado a garantir a proteção dos EUA a longo prazo, dizendo que a Ucrânia deveria negociar diretamente com a Rússia.
Como isso se aplica a Taiwan? A estratégia de defesa de Taiwan se baseia na ideia de que os EUA vão intervir em um conflito com a China. Mas a falta de vontade de Trump de apoiar totalmente a Ucrânia sugere que Taiwan pode não receber o apoio militar que espera. Se Trump hesitou em usar as forças dos EUA contra a Rússia – um país muito mais fraco que a China – por que ele arriscaria um conflito direto com Pequim?
Lição Principal: Taiwan precisa se preparar para um futuro onde o apoio militar dos EUA não é certo. Se Trump voltar ao poder, a dúvida estratégica pode virar abandono estratégico rapidamente.
2. Preparo Militar: A Urgente Necessidade de Autossuficiência de Taiwan
A Ucrânia conseguiu resistir às forças russas não por causa da intervenção direta dos EUA, mas por causa do seu próprio preparo militar. Os investimentos iniciais em guerra assimétrica, defesa antimíssil e tecnologia de drones permitiram que a Ucrânia resistisse, mesmo sendo mais fraca.
A realidade de Taiwan é muito pior:
- O orçamento de defesa é de apenas 2% do PIB – muito menor do que o necessário para uma defesa séria.
- O serviço militar obrigatório é mínimo, com apenas quatro meses de treinamento, comparado com o extenso preparo civil e militar da Ucrânia.
- Diferente da Ucrânia, que faz fronteira com aliados da OTAN, Taiwan é um estado insular – o que torna o apoio externo ainda mais difícil de entregar em uma crise.
Se Trump seguir com sua abordagem isolacionista, Taiwan não pode contar com os militares dos EUA para proteção. Precisa aumentar rapidamente suas próprias capacidades de defesa – ou corre o risco de ser dominada.
Lição Principal: Taiwan precisa aumentar os gastos com defesa, fortalecer as táticas de guerra assimétrica e garantir o preparo militar civil.
3. A Dependência Econômica de Taiwan dos EUA e a Diminuição da Influência da TSMC
A Ucrânia tem vários recursos econômicos estratégicos, incluindo minerais de terras raras e exportações agrícolas. Esses recursos dão a ela poder de barganha com os aliados.
Taiwan, por outro lado, tem apenas um grande recurso estratégico: a TSMC.
- A gigante dos semicondutores tem sido considerada o "Escudo de Silício" de Taiwan – tornando a ilha indispensável para as cadeias de suprimentos globais.
- No entanto, sob pressão dos EUA, a TSMC está transferindo a fabricação para o Arizona e o Japão.
- À medida que mais produção de chips se move para o exterior, a influência de Taiwan diminui, tornando-a menos valiosa para a economia dos EUA.
Trump, que priorizou trazer a fabricação de volta para os EUA, dificilmente fará da indústria de semicondutores de Taiwan uma razão para intervenção militar. Se Taiwan perder sua indispensabilidade econômica, perde um de seus mais fortes impedimentos contra o abandono.
Lição Principal: Taiwan precisa diversificar sua economia além dos semicondutores e construir indústrias estratégicas que impeçam que se torne descartável.
4. A Diplomacia de Trump: Taiwan Será Forçada a um “Acordo” com a China?
Trump tem criticado repetidamente o envolvimento dos EUA em conflitos distantes e indicou que prefere fazer acordos em vez de ações militares. Seus comentários anteriores sugerem que ele vê a China não como uma ameaça, mas como um rival com quem negociar.
Veja a posição dele sobre a Ucrânia:
- Ele sugeriu que a Ucrânia deveria ceder território à Rússia para acabar com a guerra.
- Ele insinuou que as nações europeias deveriam arcar com o fardo de defender a Ucrânia, não os EUA.
- Ele expressou admiração por líderes autoritários, incluindo Putin e Xi Jinping.
Se Trump pressionar Taiwan a um acordo negociado com Pequim – parecido com a posição dele sobre a Ucrânia – as consequências podem ser graves. A China poderia exigir:
- Uma rejeição formal da independência em troca de evitar o conflito.
- Um modelo de “Um País, Dois Sistemas”, reduzindo a soberania de Taiwan.
- Acordos de desescalada militar que enfraquecem as capacidades de autodefesa de Taiwan.
A imprevisibilidade de Trump significa que Taiwan precisa se preparar para um cenário onde os EUA a empurrem para um acordo diplomático com a China, em vez de proteção militar.
Lição Principal: Taiwan precisa desenvolver sua própria influência diplomática, em vez de depender da liderança imprevisível dos EUA.
5. Preparo Civil: A Última Linha de Defesa
Uma das maiores forças da Ucrânia tem sido a unidade nacional e a resistência civil. Desde os primeiros dias da guerra, cidadãos comuns pegaram em armas, mobilizaram recursos e se envolveram em guerrilha contra as forças russas.
Taiwan, em comparação, não está psicologicamente preparada para a guerra.
- A crença pública na intervenção dos EUA continua perigosamente alta, criando uma falsa sensação de segurança.
- Diferente da Ucrânia, que tinha uma força de reserva robusta, as capacidades de defesa civil de Taiwan são fracas e subdesenvolvidas.
- Muitas pessoas em Taiwan ainda acreditam em uma solução diplomática, ignorando as claras ambições militares da China.
Se um conflito começar, Taiwan não pode se dar ao luxo de ser reativa. Precisa preparar sua população civil agora – por meio de treinamento militar, estocagem de suprimentos e programas de resiliência nacional – para garantir que possa resistir mesmo sem ajuda imediata dos EUA.
Lição Principal: A maior vulnerabilidade de Taiwan não é apenas seu exército, mas sua falta de preparo psicológico e civil para a guerra.
Taiwan Precisa Agir Agora – A Posição de Trump Torna Isso Urgente
O próximo ponto de crise global pode não ser na Ucrânia, mas no Estreito de Taiwan. E se Donald Trump voltar ao poder, o futuro de Taiwan se torna ainda mais incerto.
As lições da Ucrânia são claras: ✅ O apoio militar dos EUA não é garantido – Taiwan precisa se tornar autossuficiente. ✅ A falta de vontade de Trump de entrar em guerra significa que Taiwan não pode confiar na intervenção. ✅ A diversificação econômica é essencial – a TSMC sozinha não salvará Taiwan. ✅ É necessária influência diplomática para evitar acordos forçados com a China. ✅ O preparo civil precisa se tornar uma prioridade nacional.
Taiwan tem pouco tempo para se preparar. Se não agir de acordo com essas lições agora, corre o risco de ser a próxima Ucrânia – mas com consequências muito piores.